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Extração Forense de Celulares e Dispositivos Móveis

Extração e análise de smartphones e tablets Android e iOS: mensagens, aplicativos, localização, mídias e conteúdo apagado, adquiridos com método que preserva o valor probatório e protege todas as partes.

O problema

O celular é o arquivo central da vida de qualquer pessoa

Conversas, fotos, deslocamentos, transações, contatos: nenhum outro objeto concentra tanto vestígio quanto um smartphone. Por isso ele decide processos criminais, trabalhistas, de família e investigações corporativas.

Mas o mesmo aparelho que guarda a prova a destrói com facilidade: cada desbloqueio altera registros, cada sincronização sobrescreve dados, e um comando remoto pode apagar tudo. A forma de acesso ao celular decide se o conteúdo vira prova ou passivo.

O Superior Tribunal de Justiça vem cobrando método: no HC 943.895/PR (5ª Turma, 2025), o acesso ao celular antes da perícia tornou as provas imprestáveis; no AgRg no HC 828.054/RN (5ª Turma, 2024), prints feitos diretamente no aparelho, sem ferramenta de extração e sem hash, resultaram em prova inadmissível.

A extração forense existe exatamente para isso: adquirir o conteúdo do aparelho de forma documentada, verificável e repetível, nos termos da ABNT NBR ISO/IEC 27037 e dos arts. 158-A a 158-F do CPP.

Do aparelho à prova: a extração forense
Tipos de extração

Três profundidades de aquisição, um mesmo rito

Lógica

Extração lógica

Aquisição dos dados ativos por meio das interfaces do sistema: contatos, chamadas, mensagens, mídias e dados de aplicativos acessíveis. É a via mais rápida e menos invasiva; em regra, não alcança conteúdo apagado.

Sistema de arquivos

Extração de sistema de arquivos

Acesso às partições e à estrutura interna de arquivos do aparelho, incluindo bancos de dados de aplicativos e seus registros internos: é onde costumam aparecer mensagens excluídas ainda presentes nas bases, configurações e artefatos de uso.

Física

Extração física

Cópia bit a bit da memória do dispositivo, incluindo áreas não alocadas: a maior profundidade possível e a maior chance de recuperar conteúdo apagado. A viabilidade depende de marca, modelo, versão do sistema e estado da criptografia.

A escolha do método não é preferência: é ditada pelo aparelho, pela versão do sistema e pelo objetivo do exame. O laudo registra qual extração foi realizada, com qual ferramenta e versão, e o que cada escolha alcança e deixa de alcançar, para que o método possa ser conferido por qualquer das partes.

O alcance

O que o exame costuma revelar

O alcance real depende do aparelho e do método viável, mas o repertório típico inclui:

Mensagens

Conversas e aplicativos

WhatsApp, Telegram, Instagram, SMS e outros: mensagens, grupos, mídias trocadas e registros internos dos aplicativos, lidos diretamente das bases de dados do aparelho.

Apagados

Conteúdo excluído

Mensagens, fotos e vídeos apagados que permanecem em áreas não alocadas ou em registros residuais das bases de dados. Mesmo recuperações parciais frequentemente bastam para demonstrar que o conteúdo existiu.

Mídias

Fotos e vídeos com metadados

Data, hora, aparelho de origem e, quando habilitada, coordenada GPS gravada no arquivo (EXIF): a foto deixa de ser só imagem e passa a ser evento datado e localizado.

Localização

Histórico de deslocamentos

Registros de GPS, redes Wi-Fi conhecidas e dados de aplicativos que gravam posição: a triagem por geolocalização frequentemente é o primeiro filtro de um caso com múltiplos aparelhos.

Uso

Registros de uso do aparelho

Chamadas, contatos, calendário, histórico de navegação, instalação e remoção de aplicativos: os artefatos que reconstroem a rotina digital do usuário.

Vínculo

Quem realmente usava o aparelho

Contas cadastradas, e-mails, padrões de uso e datas de configuração: o exame verifica se o aparelho entregue é mesmo o do investigado, inclusive quando alguém tenta apresentar outro celular como seu.

Da extração à conclusão

Linha do tempo e árvore de vínculos

O dado extraído é bruto; a análise é o que o transforma em resposta. Duas construções sustentam a maioria das conclusões:

Linha do tempoOrdenação cronológica de mensagens, chamadas, mídias, deslocamentos e eventos do sistema: o que aconteceu, em que ordem, e o que estava acontecendo antes do fato
VínculosCorrelação entre aparelhos e contas: com quem houve troca de mensagens, quando e por qual canal, formando a árvore de relações que orienta a investigação
CoincidênciasNa análise forense, coincidência é hipótese a verificar, não conclusão: cada convergência de horário, local ou contato é testada contra explicações alternativas
CicloA perícia trabalha em ciclos: triagem rápida do essencial, aprofundamento por temas e enriquecimento conforme a investigação devolve novas perguntas
Casos difíceis

Aparelhos bloqueados, quebrados ou sem senha

Com a senha fornecida pelo titular ou por quem detém legitimidade, a extração é o caminho natural. Sem a senha, a viabilidade de acesso depende de marca, modelo, versão do sistema e estado do aparelho, e é avaliada caso a caso, sem promessa prévia: há cenários viáveis e há cenários em que a criptografia prevalece. A avaliação declara o cenário antes de qualquer contratação.

Aparelho quebrado não é aparelho perdido: tela morta, conector danificado ou placa com defeito frequentemente escondem memória intacta. Nesses casos, o laboratório de recuperação repara o dispositivo até que a extração forense se torne possível, com cada intervenção documentada. O tema tem página própria: Recuperação Forense de Dados →

Preservação

O que fazer, e não fazer, com o aparelho antes da perícia

A maior parte das provas que se perdem em celulares se perde antes do exame. As regras que preservam o valor probatório:

A garantia do método

A mídia lacrada protege até quem está sendo investigado

Ao final da extração, os dados são gravados em mídia de destino finalizada como somente leitura, com hash calculado no fechamento e lacre numerado. A partir desse ponto, qualquer inserção, alteração ou remoção de conteúdo se torna tecnicamente detectável: o hash deixaria de conferir.

Esse desenho protege as duas pontas do processo. Quem acusa recebe uma evidência que resiste à alegação de manipulação; quem é investigado recebe a segurança de que nada pode ser acrescentado ao seu aparelho depois da coleta. A perícia bem feita não é instrumento de uma parte: é o terreno neutro em que o dado fala por si.

Para quem é este exame

Seis perfis típicos de demanda

Criminal

Advogado criminalista

Produção de prova de defesa ou acusação e revisão técnica de extrações oficiais: a experiência de quem treinou operadores da ferramenta usada pelas forças de segurança serve também para conferir o que foi feito nos autos.

Trabalhista

Advogado trabalhista

Justa causa, assédio, concorrência desleal e uso indevido de equipamento: mensagens e registros do aparelho corporativo ou pessoal, colhidos dentro dos limites legais.

Família

Advogado de família

Divórcio, guarda e alienação parental: conversas e mídias preservadas com método, sempre a partir de acesso legítimo ao aparelho examinado.

Empresas

Empresas e departamentos jurídicos

Investigações internas, desligamentos sensíveis, suspeita de vazamento ou fraude: o aparelho corporativo examinado com rito que suporta a eventual judicialização.

Pessoa física

Vítimas de golpes e crimes digitais

Estelionato, ameaça, invasão de contas: preservação do próprio aparelho da vítima como prova, antes que atualizações e uso cotidiano apaguem os vestígios.

Assistência

Assistência técnica em perícia oficial

Acompanhamento de extração determinada em juízo, formulação de quesitos e parecer sobre laudo alheio: o olhar técnico da parte dentro do processo.

Dúvidas frequentes deste exame
O que é possível extrair de um celular?
Depende do modelo, do sistema e do método viável, mas o repertório típico inclui mensagens e mídias de aplicativos, histórico de localização, fotos com metadados, registros de chamadas, dados de uso e, em muitos cenários, conteúdo apagado. A avaliação de viabilidade indica o que o seu caso permite antes de qualquer contratação.
Mensagens e fotos apagadas voltam?
Muitas vezes sim, mas não sempre: a recuperação depende de o espaço não ter sido sobrescrito, do tipo de extração viável e das proteções do sistema. Recuperações parciais são comuns e frequentemente suficientes para demonstrar que o conteúdo existiu. O laudo relaciona o que foi recuperado e o que não foi.
Celular bloqueado, sem senha: o exame é possível?
Com a senha do titular ou de quem detém legitimidade, sim. Sem a senha, a viabilidade depende de marca, modelo, versão do sistema e estado do aparelho, e é avaliada caso a caso, sem promessa prévia. A avaliação declara o cenário antes de qualquer cobrança de exame.
Quanto tempo o exame demora?
A aquisição em si costuma levar de 2 a 8 horas, conforme a capacidade do aparelho e o volume de dados. A etapa longa é a análise, proporcional à quantidade de informação e ao escopo: de dias a semanas, com triagem inicial priorizada quando há prazo processual.
A extração altera ou danifica o aparelho?
O rito é desenhado para preservar: o exame trabalha sobre os dados adquiridos, o aparelho é devolvido e o que foi feito com ele fica registrado na cadeia de custódia. Em aparelhos danificados que exigem reparo prévio, cada intervenção física é fotografada e documentada.
É possível periciar o celular de outra pessoa (cônjuge, funcionário)?
Somente com legitimidade comprovada: consentimento do titular, equipamento corporativo dentro da política de uso da empresa ou ordem judicial. Recusa ética declarada: nenhum acesso não autorizado, quebra de senha de terceiros ou monitoramento oculto. Esse filtro protege o cliente, o caso e a prova.

Consulte também

Perícia em WhatsApp e Conversas →   Recuperação Forense de Dados →   Forense Computacional →   Laudos e Pareceres →

Atendimento nacional

Coleta em todo o Brasil, presencial ou remota

A base é São Paulo; o alcance é nacional. Conforme o caso, a coleta acontece no laboratório, em diligência no local (escritório, empresa, cartório ou fórum) ou por procedimento remoto assistido, com o mesmo rito de hash e cadeia de custódia documentada.

Urgência

Preservação de emergência

Aparelho em risco de apagamento remoto, prazo processual iminente ou evidência prestes a expirar: casos de preservação urgente têm triagem prioritária pelo WhatsApp comercial, inclusive fora do fluxo padrão de resposta.

O celular do seu caso ainda guarda a prova

Quanto antes o aparelho for preservado, maior o alcance do exame. A avaliação de viabilidade define método, alcance esperado e orçamento antes de qualquer execução. Até lá: modo avião, e ninguém mexe.

Solicitar avaliação
Casos representativos

O nível de trabalho que você contrata

Antes de decidir, vale ver o que já passou por este laboratório: casos descritos sem identificar as partes, no formato desafio, método e resultado.

Ver todos os casos representativos →

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