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Perguntas frequentes

Todas as dúvidas do site em um só lugar: navegue pelos temas ou explore as perguntas de cada núcleo pericial.

Como trabalho · 4 de 4

Contratação

Qual a diferença entre laudo pericial e parecer técnico?
O laudo pericial é a peça do perito nomeado pelo juízo, que responde oficialmente aos quesitos do processo. O parecer técnico é produzido por perito contratado pela parte, para instruir a ação, contestar um laudo ou fundamentar decisões. Na VALLIM Perícias o trabalho é entregue em quatro níveis de profundidade: relatório técnico, parecer técnico reduzido, parecer administrativo e laudo judicial, para o cliente contratar exatamente o que o caso exige.
Qual a diferença entre perito judicial e assistente técnico?
O perito judicial é nomeado pelo juízo para produzir a prova técnica oficial e responde aos quesitos das partes de forma imparcial. O assistente técnico é contratado por uma das partes para acompanhar os trabalhos do perito judicial, formular quesitos em favor do cliente, impugnar metodologias inadequadas e apresentar parecer divergente quando cabível.
Quanto custa uma perícia forense computacional?
A precificação depende do escopo, da complexidade técnica e do prazo. A consulta inicial de viabilidade é sem custo. Após análise preliminar, é apresentada proposta técnica detalhada.
Em quanto tempo recebo o laudo?
Prazo típico de 15 a 45 dias, dependendo da complexidade. Casos urgentes recebem priorização mediante acordo prévio. Perícias avançadas e de extrema complexidade, envolvendo muitos servidores e grande volume de ativos de evidência, têm prazo de até 90 dias.
O atendimento é só em São Paulo?
Sim. Atuação presencial nas principais capitais e em qualquer localidade mediante deslocamento pontual ou coleta remota assistida. Também para Portugal e União Europeia.
Há atendimento em regime de urgência?
Sim, mediante acordo prévio e disponibilidade de agenda.

Questões técnicas

Como funciona a cadeia de custódia?
É o registro rigoroso de todas as pessoas, locais e procedimentos pelos quais uma evidência digital passa. O trabalho segue a ISO/IEC 27037 e o art. 158-A do CPP, com documentação completa de cada etapa.
Posso contratar o perito antes de abrir o processo?
Sim, e em muitos casos é o momento ideal. Produção de prova pré-constituída e orientação estratégica podem ser determinantes para o resultado da ação.
O laudo pode ser usado em qualquer tribunal do país?
Sim. O laudo é válido em qualquer juízo do país e também internacionalmente. Para uso no exterior, geralmente é necessária a tradução juramentada; se o cliente já prevê essa necessidade, o laudo internacional com tradução juramentada pode ser contratado antecipadamente.
Quais tipos de dispositivos e sistemas são periciados?
Todos. Computadores, servidores, HDs, SSDs, pendrives, smartphones (Android e iOS), sistemas embarcados, câmeras, IoT, bancos de dados, ERP, nuvem e redes corporativas.
A perícia sempre chega a uma conclusão definitiva?
Não, e desconfie de quem promete isso. Toda especialidade pericial tem limites técnicos reais. Quando o material não sustenta uma conclusão segura, o resultado é declarado inconclusivo, com as limitações documentadas no laudo. Essa honestidade técnica é o que faz a prova resistir ao contraditório.
Vocês invadem contas, quebram senhas ou monitoram pessoas?
Não. A atuação pericial é estritamente legal: não há invasão de contas, interceptação de comunicações, quebra de senhas de terceiros nem monitoramento de pessoas. O trabalho é feito sobre evidências obtidas licitamente, com cadeia de custódia documentada, e solicitações fora desses limites são recusadas.

Sigilo e pagamento

Como a confidencialidade do caso é protegida?
Acordo de Confidencialidade (NDA), LGPD aplicada ao próprio trabalho pericial, protocolos rigorosos de custódia, laboratório próprio com acesso controlado e sigilo mantido mesmo após o término do contrato.
Como é feito o pagamento?
As formas são definidas caso a caso: parcela única, parcelamento em etapas ou faturamento por hora técnica.

Atuação internacional

Como funciona a coleta quando a evidência está em outro país?
Pelo modelo de coleta remota assistida: o laboratório conduz o procedimento a distância, orientando passo a passo uma pessoa autorizada no local, com verificação de integridade por hash na origem e registro completo da sessão. O que exige presença física se organiza como missão pontual planejada a partir do Brasil. O desenho respeita as leis de proteção de dados de cada jurisdição, como LGPD e GDPR.
O laudo produzido no Brasil vale fora do país?
O método é o que atravessa fronteiras: laudos produzidos sob normas internacionais (família ISO/IEC 27037) são compreendidos por tribunais, árbitros e auditores de outras jurisdições. Para uso formal no exterior, providências como tradução juramentada e eventuais legalizações são avaliadas caso a caso, e podem ser contratadas desde o início quando a necessidade já é prevista.
Atendem em Portugal e outros países da União Europeia?
Sim. O atendimento a Portugal e à União Europeia combina análise remota assistida e deslocamento pontual a partir do Brasil. A metodologia segue normas internacionais (ISO/IEC 27037 e normas relacionadas), reconhecidas em qualquer jurisdição, e o domínio .eu reflete esse posicionamento transcontinental intencional.
Atendem países da América Latina?
Sim, caso a caso, com destaque para demandas envolvendo documentos e evidências que circulam entre Brasil, Paraguai e Argentina. Saiba mais na página de Atuação Internacional.

Perícia Judicial e Extrajudicial

Qual a diferença entre perícia judicial e extrajudicial?
A judicial acontece dentro do processo, por nomeação do juízo ou por assistência técnica das partes. A extrajudicial acontece antes ou fora do processo: produz a prova pré-constituída, fundamenta negociações e acordos, e muitas vezes evita o litígio, ou o vence antes de ele começar.
O que é uma pré-perícia?
É o exame e a análise de todas as evidências que o cliente acredita ter, feitos antes de qualquer ação. A pré-perícia define o que realmente existe de prova: se justifica abrir o processo, se vale tentar um acordo extrajudicial ou se o melhor é ainda não agir. Em resumo, é a segurança de só dar o próximo passo, seja a ação, seja a negociação, com a certeza de que há evidência para provar o que se pretende.
O que é uma perícia privada ou administrativa?
É a perícia realizada fora de um processo judicial, em geral por iniciativa de uma empresa, para apurar um tema interno: o cumprimento de deveres por um colaborador, uma suspeita de fraude, um incidente. Também é uma forma de perícia extrajudicial, termo que significa simplesmente "fora do processo judicial". O resultado fundamenta decisões administrativas e, se o caso evoluir, pode embasar uma futura ação.
O que são quesitos e quem os formula?
Quesitos são as perguntas técnicas que o perito do juízo deve responder. As partes os formulam por meio de seus advogados, idealmente com apoio do assistente técnico. Quesito bem construído dirige a perícia para onde a tese precisa; quesito genérico produz resposta genérica.
Posso usar um parecer técnico para negociar sem abrir processo?
Sim, e é um dos usos mais inteligentes da perícia: o parecer extrajudicial demonstra tecnicamente os fatos e muda o equilíbrio de uma negociação. Se o acordo não vier, o trabalho já preparou o terreno para a ação.
Como funcionam os honorários?
No trabalho contratado (assistência técnica, parecer, perícia extrajudicial), a proposta é apresentada por caso: honorários fixos, por hora técnica ou sucumbenciais. Na nomeação judicial, os honorários do perito são arbitrados pelo juízo conforme o rito processual.
Perdi o prazo para indicar assistente técnico. E agora?
Nem tudo está perdido: mesmo fora do momento ideal, o parecer técnico pode fundamentar manifestações sobre o laudo, embasar recursos e subsidiar o advogado nas fases seguintes. Quanto antes o técnico entra, mais opções existem.

Forense Computacional

O que é possível extrair de um celular?
Depende do modelo, do sistema e do estado do aparelho, mas o alcance costuma surpreender: mensagens (inclusive de aplicativos), histórico de localização, fotos com metadados, registros de chamadas, dados de aplicativos e, em muitos cenários, conteúdo apagado. A avaliação de viabilidade indica o que o seu caso permite.
Dados apagados podem ser recuperados?
Muitas vezes sim, mas não sempre: a recuperação depende de o espaço não ter sido sobrescrito e das proteções do sistema. O exame declara com franqueza o que foi recuperado, o que não foi e por quê.
Como se garante que a prova não foi alterada?
Com o rito forense completo: bloqueadores de escrita, geração de imagem forense (cópia bit a bit), cálculo de hash na coleta e na verificação, e cadeia de custódia documentada do primeiro contato à entrega do laudo. O trabalho é feito sempre sobre cópias; o original permanece preservado.
Podem periciar e-mail corporativo e sistemas em nuvem?
Sim, mediante acesso legítimo e autorização adequada, com coleta documentada e escopo definido. A licitude da obtenção é parte do exame: prova mal colhida nasce contaminada.
A empresa pode periciar o computador de um funcionário?
Equipamentos corporativos podem ser examinados dentro dos limites da política de uso da empresa e da lei. O trabalho caminha lado a lado com o jurídico para que a prova produzida seja utilizável, e não um passivo.

Grafotécnica e Documentoscopia

Preciso do documento original ou serve cópia?
O original é sempre o cenário ideal: nele examinam-se pressão do traço, cruzamentos de tinta e características do suporte. Cópias e digitalizações podem viabilizar uma análise preliminar, com limitações declaradas no laudo. Na avaliação de viabilidade, o retorno é franco sobre o que o seu material permite concluir.
Quantas assinaturas são necessárias para o confronto?
Quanto mais padrões genuínos da mesma época, melhor: a escrita varia, e é a constância dos hábitos gráficos que identifica o punho. Documentos assinados em cartório, bancos e órgãos públicos costumam ser bons padrões. A coleta é orientada caso a caso.
Grafotécnica é o mesmo que grafologia?
Não. Grafologia tenta inferir personalidade pela escrita e não tem valor probatório. Grafotécnica é disciplina forense: compara hábitos gráficos mensuráveis para demonstrar autenticidade ou autoria, com método aceito em juízo.
Dá para saber quando o documento foi assinado?
A datação documental é o patamar mais avançado da área: envolve análise de tinta, papel e impressão, por vezes com apoio laboratorial. Nem todo caso comporta datação; a viabilidade é avaliada antes de qualquer compromisso.

Documentoscopia Digital

Um documento digital pode ser falsificado sem deixar vestígio?
É muito mais difícil do que parece. Edições deixam rastros na estrutura interna do arquivo, nos metadados, nas datas do sistema e nas trilhas das plataformas por onde ele passou. O desafio técnico é saber onde procurar, e é exatamente isso que o exame faz.
Dá para recuperar versões anteriores de um arquivo?
Em muitos formatos, sim. O PDF, por exemplo, pode guardar dentro de si as edições anteriores (edição incremental). Documentos de nuvem mantêm histórico de versões. Cada caso é avaliado quanto à viabilidade.
Print de conversa serve como prova?
O print sozinho é frágil: é uma imagem, editável como qualquer outra. O que sustenta a prova é a extração da conversa do aparelho de origem, com metadados e cadeia de custódia. Quando só existe o print, o exame declara o que é possível e o que não é possível concluir.
A perícia digital vale em juízo como a física?
Sim. O que dá validade à prova é o método: cadeia de custódia, metodologia declarada e reprodutibilidade. É o mesmo rigor do exame físico, aplicado ao meio digital.

Assinaturas Eletrônicas

Qual a diferença entre assinatura eletrônica e assinatura digital?
Assinatura eletrônica é o gênero: qualquer forma de manifestar concordância em meio eletrônico (clique, senha, biometria, plataforma). Assinatura digital é a espécie mais robusta: usa certificado criptográfico (como o ICP-Brasil) que vincula matematicamente o signatário ao documento. O exame pericial trata cada uma com método próprio.
Assinei pela plataforma, mas o conteúdo foi trocado. Dá para provar?
Este é um dos exames mais importantes da área: a assinatura pode ser tecnicamente válida e ainda assim cobrir um conteúdo adulterado. A análise confronta o hash do documento assinado, a trilha de auditoria da plataforma e as versões do arquivo.
Contrato assinado pelo Gov.br tem validade?
Sim, conforme o nível da assinatura utilizada. O que a perícia verifica é se aquela assinatura específica é autêntica, íntegra e tempestiva, examinando a trilha técnica da operação.

Fonética Forense e Audiovisual

É possível identificar alguém só pela voz?
A voz não é uma impressão digital, e desconfie de quem trata assim. O que a fonética forense faz é comparar a amostra questionada com padrões do suspeito e expressar, em termos probabilísticos, o quanto a evidência sustenta cada hipótese. É assim que a ciência trabalha e é assim que a prova resiste ao contraditório.
Áudio de WhatsApp serve para perícia?
Serve, mas com um cuidado essencial: o reenvio pelo aplicativo comprime o arquivo e apaga metadados. O ideal é a extração direta do aparelho de origem, preservando o arquivo bruto com cadeia de custódia. É um diferencial do laboratório: o original é buscado no dispositivo, unindo fonética e forense computacional.
Dá para provar que o áudio foi editado? E que NÃO foi?
Os dois exames existem. Cortes e inserções deixam vestígios: descontinuidades espectrais, saltos de ruído de fundo, incompatibilidades de compressão. A ausência desses vestígios, documentada com método, também sustenta a integridade da gravação.
E se a gravação for curta, ruidosa ou a voz estiver disfarçada?
Há limites técnicos reais, e o laudo os declara: material muito curto, ruído excessivo, disfarce e até o efeito do telefone sobre a voz podem levar a um resultado inconclusivo. A avaliação de viabilidade, sem custo, diz com franqueza o que o seu material permite.
Dá para detectar voz clonada por inteligência artificial?
Sim, e a demanda cresce rápido. A fala sintética carrega artefatos próprios: prosódia anômala, ausência das microvariações fisiológicas da voz humana, vestígios do processo de geração. O exame combina análise acústica e vestígios digitais do arquivo.
Conheça o método de trabalho · etapa 4 de 4

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