Perícias e auditorias forenses em ambientes corporativos: apuração técnica de fraudes internas, contratos e projetos de TI, licenciamento de software e ativos digitais, com evidência documentada e método que resiste ao contraditório.
O mercado oferece, sob o rótulo de compliance, programas padronizados de adequação que prometem conformidade em poucas semanas. Este núcleo faz outra coisa. O trabalho aqui é pericial: examinar sistemas, contratos, registros e dispositivos para estabelecer fatos que sustentem uma decisão, seja ela demitir por justa causa, rescindir um contrato de TI, responder a uma notificação de contrafação ou fechar uma aquisição.
Por isso este núcleo não promete conformidade. Conformidade é um estado que depende da conduta contínua da empresa; o que a perícia entrega é diferente e, em disputa, vale mais: a demonstração técnica e documentada do que aconteceu, de quem fez o quê e do que os registros efetivamente provam.
O método vem da forense computacional: preservação da evidência antes de qualquer análise, hash criptográfico, cadeia de custódia nos termos dos arts. 158-A a 158-F do CPP e da ABNT NBR ISO/IEC 27037, e conclusões limitadas ao que a evidência sustenta. A diferença está no ambiente: aqui o objeto é a empresa, seus sistemas, seus contratos e suas pessoas.
Quem aciona este núcleo costuma ser o departamento jurídico, o conselho, o comitê de auditoria ou o escritório que assessora a empresa: alguém que precisa de resposta técnica imparcial antes de tomar uma decisão cara.

Litígios empresariais, investigações regulatórias e procedimentos de cooperação internacional frequentemente exigem localizar e produzir evidência eletrônica espalhada por servidores de e-mail, sistemas corporativos, notebooks e celulares de dezenas de custodiantes. Fazer isso sem método significa produzir demais, expondo o que não precisava ser exposto, ou produzir de menos e responder por ocultação.
O trabalho segue o arcabouço da série ISO/IEC 27050, a referência internacional de descoberta eletrônica, que organiza o processo em fases encadeadas e documentadas. O resultado é um conjunto probatório defensável: cada documento produzido tem origem, hash e trilha de tratamento registrados.
Projetos de tecnologia fracassam com frequência, e o contrato raramente diz, sozinho, de quem é a responsabilidade. A perícia reconstrói o projeto a partir da evidência: propostas, cronogramas, atas, e-mails, chamados, código e registros de sistema.
Go-live adiado ou desastroso, migração de dados corrompida, customizações intermináveis. A perícia separa o que era obrigação da implantadora, o que dependia do cliente e o que o produto nunca teve condições de fazer, e dimensiona tecnicamente o inadimplemento.
Confronto item a item entre escopo contratado e entrega efetiva: requisitos, aceites, SLAs, cronogramas e evidências técnicas de funcionamento. Base para rescisão, cobrança, defesa ou renegociação fundamentada.
Exame técnico de sistemas em produção: funcionamento real das funcionalidades, disponibilidade, conteúdo publicado em data certa e aderência do que foi desenvolvido ao que foi especificado, com registro apto a instruir processo.
Avaliação forense de ativos tecnológicos em fusões, aquisições e investimentos: titularidade e qualidade do código, passivos de licenciamento, dependências críticas e riscos ocultos que alteram o preço do negócio.
A denúncia chega pelo canal interno, por um gestor ou por um cliente: suspeita de fraude, desvio de recursos, vazamento de informação, conflito de interesses, assédio documentado em meio digital. A partir daí, cada passo errado custa caro: acessar o computador do investigado sem preservação formal, confrontar antes de coletar, destruir sem querer o que provaria o desvio.
A apuração pericial começa pela preservação silenciosa da evidência: imagem forense dos equipamentos corporativos, preservação de caixas de e-mail e registros de sistema, tudo com hash e cadeia de custódia.
O exame é imparcial por definição: o compromisso é com o que a evidência mostra, inclusive quando ela inocenta o investigado. O relatório final documenta método, achados e limites, e serve de fundamento para o processo administrativo interno, para a justa causa, para a ação de ressarcimento ou para a notícia-crime, conforme a decisão da empresa e de seus advogados.
O tratamento de dados pessoais na apuração observa os limites da finalidade investigativa, com acesso restrito ao necessário e segregação do material fora de escopo.
Levantamento técnico documentado do parque: inventário de softwares instalados e das licenças correspondentes, dependências críticas, pontos únicos de falha e riscos de continuidade operacional. Retrato fiel do ambiente, com evidência, antes que ele vire objeto de disputa.
Defesa técnica em notificações de auditoria e contrafação enviadas por grandes desenvolvedoras: conferência independente do relatório, identificação de imprecisões de contagem e base técnica para a negociação. Também no sentido inverso: apuração de uso irregular de software da própria empresa.
Perícia em registros de ponto em reclamatórias de alto volume: integridade das marcações, tratamentos e ajustes aplicados, consistência entre espelho de ponto, banco de dados e jornada alegada. Análise em massa, com método reprodutível caso a caso.
Apuração técnica imparcial com controle de cadeia de custódia. Relatório fundamentou processo administrativo interno.
Auditoria do relatório identificou imprecisões técnicas. Negociação técnica reduziu em 60% o valor inicialmente reivindicado.
Consulte também
Forense Computacional → Para Empresas → Laudos e Pareceres →
Antes de decidir, vale ver o que já passou por este laboratório: casos descritos sem identificar as partes, no formato desafio, método e resultado.
O canal de controle do invasor estava gravado em contratos inteligentes. A perícia decodificou o que ele havia apagado e entregou às autoridades os caminhos de identificação.
Ver o caso Prova negativaA perícia oficial havia concluído pela participação. O reexame demonstrou que os vínculos eram falsos positivos, e a pessoa acusada foi inocentada.
Ver o caso