O vídeo mostra o que aconteceu, ou o que alguém quis que parecesse. O exame, alinhado às práticas internacionais SWGDE e ENFSI, responde qual dos dois: análises globais do arquivo, análises locais do conteúdo e cadeia de custódia do gravador ao laudo.
Cada pergunta pericial tem um exame próprio: o arquivo é autêntico? Houve edição? Quem aparece? Qual a medida real? O laudo declara o método e o limite de cada resposta.
O arquivo é o que dizem que é? Análise da estrutura do contêiner, metadados por múltiplas ferramentas (prática SWGDE 23-V-001), histórico de codificação e recompressão, coerência de sombras, iluminação e bordas, continuidade temporal.
Saltos e lacunas na sequência de quadros, descontinuidades de GOP e de compressão, duplicação ou supressão de frames, incoerências entre as trilhas de áudio e vídeo.
Artefatos de fusão facial, inconsistências de piscada e fisiologia, descompasso entre lábios e fala (fonema × visema), anomalias espaciais, temporais e de frequência, combinados ao exame de voz clonada da fonética forense: o par completo de detecção.
EXIF e metadados, vestígios de adulteração (clonagem, splicing, análise de nível de erro e afins), coerência do histórico de compressão e vinculação da imagem ao equipamento que a produziu.
Medidas reais extraídas da imagem: estatura, distâncias, velocidade de veículo. Na prosopografia, pontos antropométricos da face, marcas individualizadoras (tatuagens, cicatrizes) e padrão de marcha, com conclusão probabilística, nunca "reconhecimento absoluto" em baixa resolução.
Realce de nitidez e contraste, estabilização, leitura de placas e ampliação forense. O processamento revela o que está registrado; nunca cria conteúdo: a mesma ética do enhancement de áudio.
A trilha sonora pertence a este vídeo? Exame de descompasso, supressão ou substituição de trilha, com ponte natural para o exame fonético quando há voz em disputa.
Extração proprietária do DVR (o export de menu recomprime), verificação de timestamps e datação, exame quadro a quadro, ordenação de eventos e cadeia de custódia do gravador ao laudo.
Descrição técnica de conteúdo audiovisual (narrativa pericial de cena e eventos), reconstrução e Visual Law para apresentação em juízo, redação forense de vídeo (tarja de rostos e placas para uso processual e LGPD), verificação de data e hora por vestígios do arquivo, contraprova de laudo audiovisual alheio.

O exame segue as best practices da SWGDE (18-V-001 para análise de vídeo, 23-V-001 para autenticação, 16-I-002 para imagem): um conjunto definido de análises sobre o arquivo e sobre o conteúdo, com múltiplos métodos convergentes e mitigação de viés.
A cadeia de custódia corre de ponta a ponta: aquisição do original (idealmente do dispositivo ou do DVR), hash, cópia de trabalho e registro de todo o processamento, garantindo reprodutibilidade. As conclusões são probabilísticas também aqui, especialmente na comparação facial: o laudo declara o grau de suporte da evidência, não certezas de ocasião. O controle de qualidade acompanha todo o fluxo: dupla verificação dos achados, registro de cada processamento e mitigação declarada de viés de contexto.
A extração do arquivo bruto direto do celular ou do DVR, no laboratório ou em campo, com hash, vinculação ao equipamento e cadeia de custódia documentada, integra o mesmo trabalho pericial. O exame começa no original, não na cópia recomprimida que circulou por aplicativos.
Lastro metodológico: SWGDE 18-V-001 · SWGDE 23-V-001 · SWGDE 16-I-002 · práticas ENFSI para análise forense de imagem e vídeo.
Congelamento, quadro perdido e pixelação de reencodificação (VoIP, streaming, aplicativos de mensagem) são comportamento normal de compressão e não provam adulteração. O exame distingue o artefato natural do vestígio de edição, e essa distinção derruba laudos alarmistas.
CFTV de crimes: quem aparece, o que houve e quando; autenticidade de vídeo acusatório, fotogrametria de estatura e de velocidade, leitura de placas.
Vídeo de acidente de trabalho (dinâmica e velocidade), CFTV em justa causa, autenticidade de gravação usada contra empregado ou empregador.
Vídeos em disputa de guarda, verificação de montagem e deepfake em difamação, imagens de acidente de trânsito.
Fraude interna captada por CFTV, deepfake em videoconferência (fraude do falso executivo), verificação de mídia em crise reputacional, evidências para compliance.
Participação como especialista em matérias sobre uso de IA para manipulação de vídeos e áudios em contextos eleitorais.
Voz nesta gravação? Comparação de locutor, autenticidade de áudio e detecção de voz clonada por IA completam o exame do vídeo.
Cadeia de custódiaA base que sustenta tudo: extração do original do aparelho ou do DVR, hash e preservação. Voz, imagem e dado examinados numa assinatura só: prova multimídia completa.
Antes de decidir, vale ver o que já passou por este laboratório: casos descritos sem identificar as partes, no formato desafio, método e resultado.
O canal de controle do invasor estava gravado em contratos inteligentes. A perícia decodificou o que ele havia apagado e entregou às autoridades os caminhos de identificação.
Ver o caso Prova negativaA perícia oficial havia concluído pela participação. O reexame demonstrou que os vínculos eram falsos positivos, e a pessoa acusada foi inocentada.
Ver o caso