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Perícia em Audiovisual: Vídeo e Imagem

O vídeo mostra o que aconteceu, ou o que alguém quis que parecesse. O exame, alinhado às práticas internacionais SWGDE e ENFSI, responde qual dos dois: análises globais do arquivo, análises locais do conteúdo e cadeia de custódia do gravador ao laudo.

O que a perícia audiovisual responde

Nove exames sobre vídeo e imagem

Cada pergunta pericial tem um exame próprio: o arquivo é autêntico? Houve edição? Quem aparece? Qual a medida real? O laudo declara o método e o limite de cada resposta.

01

Autenticidade e integridade de vídeo

O arquivo é o que dizem que é? Análise da estrutura do contêiner, metadados por múltiplas ferramentas (prática SWGDE 23-V-001), histórico de codificação e recompressão, coerência de sombras, iluminação e bordas, continuidade temporal.

02

Detecção de edição e corte

Saltos e lacunas na sequência de quadros, descontinuidades de GOP e de compressão, duplicação ou supressão de frames, incoerências entre as trilhas de áudio e vídeo.

03

Deepfake de vídeo e mídia sintética

Artefatos de fusão facial, inconsistências de piscada e fisiologia, descompasso entre lábios e fala (fonema × visema), anomalias espaciais, temporais e de frequência, combinados ao exame de voz clonada da fonética forense: o par completo de detecção.

04

Análise de imagens (fotografia)

EXIF e metadados, vestígios de adulteração (clonagem, splicing, análise de nível de erro e afins), coerência do histórico de compressão e vinculação da imagem ao equipamento que a produziu.

05

Fotogrametria e comparação facial e corporal

Medidas reais extraídas da imagem: estatura, distâncias, velocidade de veículo. Na prosopografia, pontos antropométricos da face, marcas individualizadoras (tatuagens, cicatrizes) e padrão de marcha, com conclusão probabilística, nunca "reconhecimento absoluto" em baixa resolução.

06

Melhoramento e clarificação (enhancement)

Realce de nitidez e contraste, estabilização, leitura de placas e ampliação forense. O processamento revela o que está registrado; nunca cria conteúdo: a mesma ética do enhancement de áudio.

07

Sincronismo áudio-vídeo

A trilha sonora pertence a este vídeo? Exame de descompasso, supressão ou substituição de trilha, com ponte natural para o exame fonético quando há voz em disputa.

08

Análise de CFTV e DVR

Extração proprietária do DVR (o export de menu recomprime), verificação de timestamps e datação, exame quadro a quadro, ordenação de eventos e cadeia de custódia do gravador ao laudo.

09

Exames complementares

Descrição técnica de conteúdo audiovisual (narrativa pericial de cena e eventos), reconstrução e Visual Law para apresentação em juízo, redação forense de vídeo (tarja de rostos e placas para uso processual e LGPD), verificação de data e hora por vestígios do arquivo, contraprova de laudo audiovisual alheio.

Do quadro ao pixel: o exame do vídeo e da imagem
Como o exame é feito

Análises globais e locais, métodos convergentes

O exame segue as best practices da SWGDE (18-V-001 para análise de vídeo, 23-V-001 para autenticação, 16-I-002 para imagem): um conjunto definido de análises sobre o arquivo e sobre o conteúdo, com múltiplos métodos convergentes e mitigação de viés.

Análises globais: o arquivo
  • Estrutura do contêiner e assinatura do formato
  • Metadados examinados por múltiplas ferramentas
  • Hash e cadeia de custódia documentada
  • Histórico de codificação e recompressão
Análises locais: o conteúdo
  • Exame quadro a quadro da sequência
  • Coerência da cena: sombras, iluminação, perspectiva
  • Física da luz e geometria dos objetos
  • Continuidade temporal e de movimento

A cadeia de custódia corre de ponta a ponta: aquisição do original (idealmente do dispositivo ou do DVR), hash, cópia de trabalho e registro de todo o processamento, garantindo reprodutibilidade. As conclusões são probabilísticas também aqui, especialmente na comparação facial: o laudo declara o grau de suporte da evidência, não certezas de ocasião. O controle de qualidade acompanha todo o fluxo: dupla verificação dos achados, registro de cada processamento e mitigação declarada de viés de contexto.

Diferencial

Coleta forense na fonte: audiovisual e forense computacional na mesma assinatura

A extração do arquivo bruto direto do celular ou do DVR, no laboratório ou em campo, com hash, vinculação ao equipamento e cadeia de custódia documentada, integra o mesmo trabalho pericial. O exame começa no original, não na cópia recomprimida que circulou por aplicativos.

Lastro metodológico: SWGDE 18-V-001 · SWGDE 23-V-001 · SWGDE 16-I-002 · práticas ENFSI para análise forense de imagem e vídeo.

Limites declarados

Artefato natural não é edição, e ampliação não cria pixels

Congelamento, quadro perdido e pixelação de reencodificação (VoIP, streaming, aplicativos de mensagem) são comportamento normal de compressão e não provam adulteração. O exame distingue o artefato natural do vestígio de edição, e essa distinção derruba laudos alarmistas.

Laudo alarmista confunde artefato com adulteração

Um vídeo que congelou ou pixelou não é, por si, prova de edição. A contraprova técnica demonstra quando o suposto vestígio de manipulação é apenas o codec fazendo o próprio trabalho.

Material necessário

O que o exame precisa para começar

OriginalO arquivo bruto do dispositivo ou do DVR, não o vídeo baixado de WhatsApp, Instagram ou YouTube: a recompressão apaga metadados e vestígios
CFTVExtração do próprio DVR, se possível com o player proprietário e as configurações do equipamento; o export de menu recomprime
EnvioSomente por nuvem (Drive, WeTransfer ou link seguro), nunca por aplicativo de mensagem; o peso do vídeo não justifica reenviá-lo comprimido
ContextoEquipamento de origem, data e hora aproximadas, o que se questiona (edição? identidade? medida?) e a existência de outras cópias
Comparação facialFotos padrão do comparado em ângulo e condições próximas às da imagem questionada
Coleta no localQuando necessário, a coleta forense acontece no local: extração do celular ou do DVR com hash e cadeia de custódia, forense computacional na mesma assinatura
Para quem

Onde a perícia audiovisual decide casos

Criminal

CFTV, autenticidade e medidas

CFTV de crimes: quem aparece, o que houve e quando; autenticidade de vídeo acusatório, fotogrametria de estatura e de velocidade, leitura de placas.

Trabalhista

Acidentes e justa causa

Vídeo de acidente de trabalho (dinâmica e velocidade), CFTV em justa causa, autenticidade de gravação usada contra empregado ou empregador.

Família e cível

Guarda, difamação e trânsito

Vídeos em disputa de guarda, verificação de montagem e deepfake em difamação, imagens de acidente de trânsito.

Empresarial

Fraude, reputação e compliance

Fraude interna captada por CFTV, deepfake em videoconferência (fraude do falso executivo), verificação de mídia em crise reputacional, evidências para compliance.

Dúvidas frequentes deste núcleo
Dá para provar que um vídeo foi editado?
Sim: a edição deixa vestígios na estrutura do arquivo, na compressão e na continuidade dos quadros. O exame combina análises globais do arquivo e locais do conteúdo, por múltiplos métodos convergentes.
E provar que NÃO foi editado?
A ausência documentada de vestígios, verificada por múltiplos métodos, sustenta a integridade da gravação. É um exame tão demandado quanto o primeiro, e igualmente decisivo.
Vídeo baixado do WhatsApp serve?
Com limitações: a recompressão apaga metadados e vestígios. O ideal é o original do aparelho, e a extração com cadeia de custódia faz parte do serviço: audiovisual e forense computacional na mesma assinatura.
Dá para identificar alguém em imagem de câmera de segurança?
Depende da qualidade: o exame compara pontos antropométricos e marcas individualizadoras e conclui em termos probabilísticos. Baixa resolução pode levar a inconclusivo, e o laudo diz isso com franqueza.
Dá para melhorar um vídeo escuro ou embaçado?
Até o limite do que o sensor registrou. O processamento realça o que existe (nitidez, contraste, estabilização); não cria o que não foi captado.
Como se detecta um deepfake de vídeo?
Artefatos de síntese no rosto, incoerências fisiológicas, descompasso entre lábios e fala, anomalias de compressão, somados aos vestígios digitais do arquivo e, quando há voz, ao exame fonético.
É possível medir altura ou velocidade a partir de um vídeo?
Sim, por fotogrametria: com referências de cena, o exame extrai medidas reais (estatura, distâncias, velocidade) com margem de erro declarada no laudo.
Casos realizados
CASO PÚBLICO

Entrevistas especializadas sobre deepfakes em eleições para Domingo Espetacular e Band News

Participação como especialista em matérias sobre uso de IA para manipulação de vídeos e áudios em contextos eleitorais.

Prova multimídia completa

A imagem é uma parte. O restante da prova também tem exame.

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