O resumo está na página inicial; aqui está o protocolo completo: o que acontece em cada etapa, como a custódia se materializa e as normas que sustentam cada exame.
Os seis passos que aparecem resumidos na página inicial são, na prática, um protocolo completo. Abaixo, o que acontece em cada etapa e o que você recebe ao fim de cada uma.
Consulta sem custo para entender a natureza da disputa, os objetivos e as evidências disponíveis. É aqui que se responde à pergunta mais importante antes de qualquer gasto: a tese tem sustentação técnica? A avaliação é franca nos dois sentidos, inclusive quando a recomendação é não periciar. Casos com prazo processual próximo ou incidente em andamento recebem prioridade de resposta.
Documento formal com escopo, metodologia prevista, prazos e honorários, precificado por caso: honorários fixos, por hora técnica ou sucumbenciais. O Acordo de Confidencialidade (NDA) é firmado antes de qualquer análise, e a verificação de conflito de interesses acontece nesta fase. Nada começa por aperto de mão: o que será feito está escrito antes de ser feito.
O coração da cadeia de custódia: recebimento fotografado e descrito, lacre numerado, aquisição com bloqueadores de escrita e duplicação por hardware que gera a imagem forense bit a bit, com hash calculado durante a própria aquisição. Dispositivos móveis são isolados de rede imediatamente. Quando a evidência está em outra cidade ou país, a coleta remota assistida documenta cada passo da sessão.
Todo exame acontece sobre a cópia, nunca sobre o original, que aguarda em sala-cofre certificada (ABNT NBR 15247 / EN 1047-2) com acesso restrito. Servidores dedicados indexam e correlacionam os dados; hipóteses alternativas são testadas e afastadas por escrito; as limitações do exame são declaradas antes da conclusão. Ferramentas periciais reconhecidas, com versão registrada no laudo.
A peça final declara a metodologia, documenta a cadeia de custódia, responde aos quesitos ponto a ponto e apresenta as conclusões em linguagem que o juízo compreende sem tradutor. Assinatura digital ICP-Brasil, mídia de entrega finalizada como somente leitura e hash de conferência: qualquer das partes pode verificar a integridade do que recebeu.
O trabalho não termina no protocolo: esclarecimentos por escrito, manifestações complementares, participação em audiências e sustentação técnica do laudo diante do contraditório. Quem assina defende, pessoalmente, cada conclusão, em qualquer instância em que ela for questionada.
Cadeia de custódia é o registro rastreável de tudo o que aconteceu com a evidência: quem tocou, quando, com qual ferramenta e com qual finalidade, do recebimento ao desfecho do caso. O conceito entrou no Código de Processo Penal pela Lei 13.964/2019 (arts. 158-A a 158-F), e os tribunais o aplicam com rigor crescente à prova digital: material acessado antes do exame, sem hash e sem lacre, tem sido considerado imprestável.
Na prática do laboratório, isso se materializa em gestos verificáveis: cada interação com o material tem autor, data, hora e finalidade anotados; o exame corre sobre a imagem forense autenticada por hash; o original permanece lacrado em sala-cofre; e a mídia de entrega sai como somente leitura. Qualquer perito, inclusive o da parte contrária, consegue refazer o caminho e chegar à mesma conferência.
É essa reprodutibilidade que decide o destino do laudo em juízo. O CPC, no art. 479, lembra que o juiz não está adstrito ao laudo pericial; o que o convence é o método demonstrado. E a doutrina dos frutos da árvore envenenada corta no outro sentido: evidência contaminada na origem contamina tudo o que deriva dela. Entre esses dois fios, a cadeia de custódia é o que mantém a prova de pé.
