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Método e cadeia de custódia

O resumo está na página inicial; aqui está o protocolo completo: o que acontece em cada etapa, como a custódia se materializa e as normas que sustentam cada exame.

Como trabalho · 2 de 4
As seis etapas

Do primeiro contato ao pós-laudo, tudo documentado

Os seis passos que aparecem resumidos na página inicial são, na prática, um protocolo completo. Abaixo, o que acontece em cada etapa e o que você recebe ao fim de cada uma.

Etapa 01

Avaliação inicial do caso

Consulta sem custo para entender a natureza da disputa, os objetivos e as evidências disponíveis. É aqui que se responde à pergunta mais importante antes de qualquer gasto: a tese tem sustentação técnica? A avaliação é franca nos dois sentidos, inclusive quando a recomendação é não periciar. Casos com prazo processual próximo ou incidente em andamento recebem prioridade de resposta.

Etapa 02

Proposta técnica e comercial

Documento formal com escopo, metodologia prevista, prazos e honorários, precificado por caso: honorários fixos, por hora técnica ou sucumbenciais. O Acordo de Confidencialidade (NDA) é firmado antes de qualquer análise, e a verificação de conflito de interesses acontece nesta fase. Nada começa por aperto de mão: o que será feito está escrito antes de ser feito.

Etapa 03

Coleta e preservação forense

O coração da cadeia de custódia: recebimento fotografado e descrito, lacre numerado, aquisição com bloqueadores de escrita e duplicação por hardware que gera a imagem forense bit a bit, com hash calculado durante a própria aquisição. Dispositivos móveis são isolados de rede imediatamente. Quando a evidência está em outra cidade ou país, a coleta remota assistida documenta cada passo da sessão.

Etapa 04

Análise técnica em laboratório

Todo exame acontece sobre a cópia, nunca sobre o original, que aguarda em sala-cofre certificada (ABNT NBR 15247 / EN 1047-2) com acesso restrito. Servidores dedicados indexam e correlacionam os dados; hipóteses alternativas são testadas e afastadas por escrito; as limitações do exame são declaradas antes da conclusão. Ferramentas periciais reconhecidas, com versão registrada no laudo.

Etapa 05

Entrega do laudo pericial

A peça final declara a metodologia, documenta a cadeia de custódia, responde aos quesitos ponto a ponto e apresenta as conclusões em linguagem que o juízo compreende sem tradutor. Assinatura digital ICP-Brasil, mídia de entrega finalizada como somente leitura e hash de conferência: qualquer das partes pode verificar a integridade do que recebeu.

Etapa 06

Suporte pós-laudo

O trabalho não termina no protocolo: esclarecimentos por escrito, manifestações complementares, participação em audiências e sustentação técnica do laudo diante do contraditório. Quem assina defende, pessoalmente, cada conclusão, em qualquer instância em que ela for questionada.

Cadeia de custódia

A história completa de cada vestígio

Cadeia de custódia é o registro rastreável de tudo o que aconteceu com a evidência: quem tocou, quando, com qual ferramenta e com qual finalidade, do recebimento ao desfecho do caso. O conceito entrou no Código de Processo Penal pela Lei 13.964/2019 (arts. 158-A a 158-F), e os tribunais o aplicam com rigor crescente à prova digital: material acessado antes do exame, sem hash e sem lacre, tem sido considerado imprestável.

Na prática do laboratório, isso se materializa em gestos verificáveis: cada interação com o material tem autor, data, hora e finalidade anotados; o exame corre sobre a imagem forense autenticada por hash; o original permanece lacrado em sala-cofre; e a mídia de entrega sai como somente leitura. Qualquer perito, inclusive o da parte contrária, consegue refazer o caminho e chegar à mesma conferência.

É essa reprodutibilidade que decide o destino do laudo em juízo. O CPC, no art. 479, lembra que o juiz não está adstrito ao laudo pericial; o que o convence é o método demonstrado. E a doutrina dos frutos da árvore envenenada corta no outro sentido: evidência contaminada na origem contamina tudo o que deriva dela. Entre esses dois fios, a cadeia de custódia é o que mantém a prova de pé.

RecebimentoFotografado e descrito, com lacre numerado e registro de identificadores
AquisiçãoBloqueador de escrita + duplicação por hardware, hash calculado na hora
ExameSomente sobre a cópia; hipóteses alternativas testadas, limitações declaradas
GuardaSala-cofre certificada, acesso restrito e monitoramento contínuo
EntregaLaudo com ICP-Brasil, mídia somente leitura, hash de conferência
TrilhaCada manuseio registrado: autor, data, hora e finalidade
O fluxo da cadeia de custódia: do lacre à sala-cofre e ao laudo
Metodologia

As normas que sustentam cada exame

Âmbito nacional
ISO/IEC 27037Identificação, coleta, aquisição e preservação de evidência digital
ISO/IEC 27041Garantia de adequação dos métodos investigativos
ISO/IEC 27042Análise e interpretação de evidências digitais
ISO/IEC 27043Princípios e processos de investigação de incidentes
CPP art. 158-ACadeia de custódia no processo penal (Lei 13.964/2019)
CPC art. 156 e ss.A prova pericial no processo civil
Marco Civil / LGPDLegislação aplicada à prova digital
NIST / SWGDEReferências técnicas de procedimento forense adotadas na prática brasileira
Âmbito internacional
GDPRUnião Europeia, em casos com dados de titulares europeus
eIDASAssinaturas e identificação eletrônica na União Europeia
PIPEDA / Lei 25Canadá, nas operações e disputas locais
CCPA / HIPAAEstados Unidos, conforme o setor do caso
Leis de dados LATAMArgentina, Chile, Uruguai, Paraguai e México
ISO/IEC 27050e-Discovery em disputas transfronteiriças

Como funciona a atuação internacional →

Conheça o método de trabalho · etapa 2 de 4

O método é este. Conheça o laboratório onde ele acontece.

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O método é público. A execução é o que diferencia.

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