Perícia que responde às três perguntas do juízo: este punho lançou esta assinatura? Quem escreveu este texto? O documento sofreu alteração depois de pronto? Perito grafotécnico e forense computacional, atuação judicial e extrajudicial em todo o país.
Quem escreveu, e se escreveu por vontade própria.
Cada exame abaixo é um escopo contratável, com objeto, método e limite declarados desde a proposta:
O exame mais demandado: a assinatura questionada partiu do punho do titular? Confronto com padrões genuínos e identificação da modalidade do falso: imitação servil ou por decalque, imitação livre, falsificação sem imitação. O exame também testa a hipótese inversa, o disfarce: o próprio titular deforma a assinatura para depois negá-la.
Bilhetes, cartas anônimas, anotações em agenda, preenchimento de cheques e formulários: atribuição de autoria pelos hábitos gráficos do texto corrente, quando há suspeitos determinados e material de comparação adequado.
Números acrescidos a valores, cláusulas enxertadas em linhas vazias, datas retocadas: verificação de homogeneidade de tinta, alinhamento, espaçamento e momento do lançamento, em interseção direta com os exames físicos de documentoscopia.
Testamentos, procurações e contratos assinados em hospital. A escrita senil ou patológica apresenta tremor, fragmentação e perda de fluência genuínas, que o exame despreparado confunde com falsificação, e vice-versa. Exige padrões da mesma fase de vida do escritor.
Poucos elementos gráficos significam menos material de confronto. O exame é possível, mas o grau de certeza depende da riqueza do gesto, e o laudo declara essa relação com franqueza, em vez de prometer certeza que a peça não comporta.
Uma mesma pessoa assinou os dois documentos? O texto e a assinatura partiram do mesmo punho? Foram lançados no mesmo momento? Exames de vínculo gráfico e de preenchimento respondem a quesitos que a simples autenticidade não alcança.

O laudo grafotécnico não nasce de impressão visual. Nasce de um caminho verificável, que o contraditório pode percorrer passo a passo:
Antes do exame, a pergunta decisiva é o que será usado como termo de comparação. Quatro requisitos definem um bom padrão:
Origem incontestável: documentos públicos e de fé reconhecida. RG, CNH, cartão de assinatura bancário, procurações e escrituras lavradas em cartório, contratos incontroversos entre as partes, CTPS, fichas funcionais.
A escrita evolui com o tempo. Os padrões devem ser da mesma época da peça questionada; a prática recomenda o intervalo de dois a três anos, e quanto mais próximo, melhor. Para idosos e enfermos, este requisito é decisivo.
Mesma natureza gráfica: assinatura compara-se com assinatura, rubrica com rubrica, texto corrente com texto corrente. Sempre que possível, mesmo instrumento escritor e mesmo tipo de suporte.
Não existe número mágico: existe conjunto suficiente para revelar a faixa de variação do punho. Ordem de grandeza prática: dez a vinte assinaturas de fontes diversas, e mais quando a peça é rubrica ou o padrão é heterogêneo.
Quando o suposto punho está disponível, a coleta presencial de padrões é o caminho mais seguro: ditado, nunca cópia à vista da peça questionada; múltiplas folhas; alternância de textos, velocidades e posições de escrita; caneta e suporte similares aos da peça; tudo registrado em termo de coleta. A VALLIM Perícias realiza coleta assistida em cartório, em audiência ou no escritório do advogado.
Para o advogado, reunir padrões corretos antes da nomeação do perito encurta o exame e blinda o laudo contra impugnação. A orientação sobre quais documentos buscar, e onde, integra a avaliação de viabilidade, sem custo. Modelos de quesitos e roteiro de coleta são fornecidos junto com a proposta.
Os exames acima descrevem o que se pergunta ao punho. Estes quatro cenários mudam a própria pergunta, porque mudam o objeto examinado, e cada um deles exige método e padrões próprios:
Quando o titular não sabe ou não pode assinar e um terceiro assina a seu rogo, o objeto do exame deixa de ser o punho do titular.
Ver o exame RubricaMenos elementos gráficos que a assinatura completa, e a limitação declarada no laudo antes de qualquer conclusão.
Ver o exame AutofalsificaçãoAssinar de propósito fora do padrão para depois alegar falsidade: a forma muda, a gênese permanece.
Ver o exame Impressão digitalAproveitabilidade do decalque e confronto de minúcias contra padrão coletado com técnica.
Ver o exameLaudo que promete o que o material não comporta é laudo que cai em contradita. Por isso, os limites do caso são apresentados antes da aceitação do trabalho, na avaliação de viabilidade, sem custo: o que o material permite concluir, em que grau, e o que seria necessário para concluir mais. Quem contrata sabe, desde o início, o que a prova pode entregar.
O que aconteceu com o papel, a tinta e a impressão depois que o documento ficou pronto.
Até aqui, o objeto do exame foi o punho. A partir daqui, é o documento. As duas especialidades convivem no mesmo caso e no mesmo laboratório, mas respondem a quesitos diferentes: a grafotécnica pergunta quem escreveu; a documentoscopia pergunta o que aconteceu com o papel, a tinta e a impressão depois que o documento ficou pronto.
Além do punho, o próprio suporte conta a sua história: tinta, papel, impressão e os elementos de segurança respondem a exames específicos:
Documento integralmente forjado ou documento genuíno adulterado depois de pronto? A distinção muda a tese e a estratégia processual, e é a primeira resposta que o exame entrega.
Rasura mecânica por abrasão: fibras eriçadas e perda de brilho do papel. Lavagem química: halos e fluorescência anômala sob luz UV. Acréscimos e enxertos: tinta divergente sob infravermelho, desalinhamento, compressão da escrita. Obliterações: o que está sob o borrão, recuperável por luminescência infravermelha.
Qual traço foi lançado primeiro? A resposta decide se a assinatura veio antes ou depois do texto, a clássica hipótese da folha assinada em branco. Análise microscópica dos arrastes de tinta e do esmagamento de fibras, combinada à resposta espectral das tintas.
Compatibilidade entre a data declarada e os materiais e tecnologias do documento: formulação de tinta disponível à época, gramatura e alvura do papel, tecnologia de impressão do formulário, versão do leiaute, CNPJ, telefone ou CEP anacrônicos. Datação química de tinta em rede de laboratórios parceiros, sob cadeia de custódia, com viabilidade declarada caso a caso.
Identificação do processo de impressão (offset, eletrofotografia, jato de tinta), vinculação de carimbo à matriz, exame de selos e estampilhas, marca d'água e escrita comprimida: o que foi escrito na folha de cima e ficou gravado na de baixo.
RG, CNH, passaporte, CRLV: fundos de segurança, microimpressões, hologramas, fluorescências programadas, talho-doce, substituição de foto e de dados. Exame recorrente em fraude bancária, onboarding digital e apuração interna.

Um exemplo do que o suporte revela: a folha que estava sob o documento escrito não recebe tinta nenhuma, mas guarda o sulco da pressão da caneta. Sob iluminação rasante, quase paralela ao papel, o relevo projeta micro-sombras e a escrita latente aparece: é o exame de indentações, capaz de recuperar o que foi escrito em folhas que ninguém viu serem escritas.
Cada fonte de luz e de aumento responde a uma pergunta específica do exame:
Quando a contestação não recai sobre a assinatura, mas sobre o próprio corpo do documento, o exame muda de instrumental e de escopo:
O corpo do documento sob exame: papel, tintas, elementos de segurança e o equipamento que produziu cada página.
Ver o exame DigitalPDFs, metadados e camadas internas: quando o exame do papel dá lugar ao exame da estrutura.
Ver o exameO processo eletrônico transformou a rotina da área: cada vez mais, o que chega aos autos é a imagem de um papel que ninguém viu. A resposta honesta tem dois lados:
A posição declarada no laudo: sobre cópia, a conclusão negativa pode ser firme; a conclusão positiva de autenticidade sai rebaixada de grau, e o laudo diz isso com todas as letras. O STJ já admitiu perícia sobre documento digitalizado "resguardadas as limitações", e tribunais já a rejeitaram quando havia suspeita de montagem. O advogado que entende essa distinção antes de nomear o perito evita laudo anulável.
E há a ponte que poucos constroem: quando o documento é digitalizado, o exame grafotécnico deve vir acompanhado do exame documentoscópico digital do próprio arquivo, com metadados, camadas, histórico de edição do PDF e indícios de montagem. O mesmo perito domina o traço no papel e o vestígio no sistema, sob um único método e uma única responsabilidade técnica.
Documentoscopia Digital: o exame do arquivo → Assinaturas Eletrônicas →
Contratos nascem em plataformas, assinaturas viram certificados criptográficos, recibos circulam por aplicativo. Examinar o documento de hoje exige o que a formação documentoscópica clássica não dá: conhecimento profundo de perícia forense computacional. Sem ele, metadados, trilhas de auditoria e a própria estrutura do arquivo passam em branco, e o erro vira decisão judicial.
É aqui que este núcleo se destaca: o mesmo perito que domina o traço no papel domina o vestígio no sistema. Grafotécnica e documentoscopia clássicas, documentoscopia digital e assinaturas eletrônicas, sob um único método e uma única responsabilidade técnica.
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Arguição de falsidade (art. 430 e seguintes do CPC), formulação de quesitos, acompanhamento da perícia oficial como assistente técnico e parecer divergente sobre laudo adverso, com análise do método empregado pelo perito do juízo.
Documentos forjados em apurações internas, fraude em licitações, adulteração de registros de RH e CTPS, verificação documental em onboarding e crédito. Escopo definido em conjunto com jurídico e compliance.
Contrato bancário contestado, empréstimo consignado fraudado (o litígio de massa número um da área), testamento e partilha, notas promissórias e recibos. Um dos poucos núcleos com atendimento direto a pessoas físicas, a partir da avaliação de viabilidade sem custo.
Consulte também
Documentoscopia Digital → Assinaturas Eletrônicas → Laudos e Pareceres →
Perícia grafotécnica identificou divergências técnicas que fundamentaram a declaração de falsidade e anulação do contrato.
Análise forense de metadados e logs revelou que a assinatura foi realizada de dispositivo nunca utilizado pelo contratante.
Antes de decidir, vale ver o que já passou por este laboratório: casos descritos sem identificar as partes, no formato desafio, método e resultado.
O canal de controle do invasor estava gravado em contratos inteligentes. A perícia decodificou o que ele havia apagado e entregou às autoridades os caminhos de identificação.
Ver o caso Prova negativaA perícia oficial havia concluído pela participação. O reexame demonstrou que os vínculos eram falsos positivos, e a pessoa acusada foi inocentada.
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